quarta-feira, 2 de maio de 2012

Babás, pais e mães, filhos, pessoas..

Oi meninas!
Obrigada pelos incentivos e palavras carinhosas no último post!! Fiquei bem felizinha e ainda mais ansiosa!! rsrsrsrsr

Aqui em Curitiba o frio já começou. Outro dia fui na lavanderia deixar uns edredons para lavar. Fiquei chocada com a moça que foi atendida antes de mim..
Postei no facebook:
"Fico impressionada com as pessoas que tratam outras como nada.. Fui deixar uns edredons na lavanderia e a mulher que foi atendida antes de mim tratou a atendente como uma serviçal.. shame on you moça.. Será que as pessoas estão se esquecendo da boa educação? Será que acham que só vale ser educado com pessoas do mesmo nível social?? Uma pena ainda existir gente que pense assim.."

Resultou em muitas curtidas (mto mais do que normalmente recebo em posts mais pessoais) e alguns comentários indignados. Pessoas contando que trabalham com público e também recebem muita gente grosseira e mal educada.

Bom, hj cedo enquanto tomava o café da manhã, li uma reportagem no site G1 que me deixou coçando a cabeça.. Segue mais ou menos a mesma linha do que me aconteceu na lavanderia, porém com pessoas que estão dentro de nossas casas para cuidar de nossos filhos.

O título é o seguinte:

link no título para ler a reportagem.
Soltei esse link no face sem emitir opinião.. vamos ver no que dá!

É um assunto bem polêmico, mas para mim se resume em tratar bem as pessoas..
Eu tenho babá para cuidar da Julia enquanto trabalho.
Isso não quer dizer que não amo minha filha.
Isso não quer dizer que não cuido dela.
Isso não quer dizer que deixo a educação dela nas mãos da babá.
Isso não quer dizer que não tenho conflitos internos..
E também não quer dizer que trato a babá como escrava..

Gente.. tem muita gente que esquece dos filhos sim.. e não precisa ter babá para isso.. tem muita gente que esquece dos filhos mesmo sem trabalhar fora.. mesmo quando deixa na escolinha e mesmo quando deixa com familiares..

Mas não é generalizado em nenhum dos casos.

Acho que as babás da reportagem estavam "inflamadas" pelo fato de estarem dando entrevista.. ou até mesmo por ter alguma patroa ruinzinha ou ouvirem histórias loucas de outras casas e outras pessoas.

Acho que tem sim muitos patrões que tratam mal funcionários.. não só babás e empregadas, mas secretárias, eletricistas, sócios, diretores, professores, qualquer outro trabalhador.. e nem precisa estar em seu círculo profissional, como no caso da moça da lavanderia.

A questão do salário é relativa.. tem o valor de mercado e tem o quanto a pessoa pode pagar.. e nem vou entrar nesses méritos.

E quanto às patroas e seus filhos, não acho que isso seja inerente ao dinheiro que se possui.. vemos pais maltratando ou sendo negligentes com os filhos nas notícias da tv todos os dias (deprimente, né?) independente da classe social.. se tem babá, se não tem babá..

Só posso falar mais profundamente sobre o assunto por mim..

Eu morro de amores pela minha filha, sofro muito todos os dias quando saio de casa para trabalhar, morro de ciúmes da babá (e já falei sobre isso aqui no blog). Mas preciso trabalhar e preciso da babá.
E quer saber? Fico feliz por ter ciúmes dela, pois ela trata a Juju com muito carinho e é isso que queremos quando uma pessoa ajuda a cuidar de nossos filhos. Fazemos tudo o que podemos para ajudar não só a ela e sua família. Não só porque ela é babá da Julia, mas porque está dentro da minha casa, da nossa intimidade, porque é uma boa pessoa, boa profissional, gosta de todos nós e convive conosco.

Não tenho família na mesma cidade para dar uma mãozinha, e mesmo que tivesse, minha mãe também trabalha e não poderia ser aquela avó tradicional dos velhos tempos!!
Faço o tempo valer quando estou com minha filha, com amor, com estímulos, com brincadeiras.
Fico cansada sim, mas quem não fica??
Acho que mães que optam por ficar em casa também tem seus conflitos.
Ninguém é mais mãe ou menos mãe pelas opções que fazem.
O que faz uma pessoa mais mãe ou menos mãe é aquilo que fazem ou não fazem pelos filhos.
As pessoas são diferentes e são mães e pais melhores quando são felizes.

Eu sinto que sou julgada sim por ter babá.
Não acho que tenho que dar satisfações a ninguém, mas o blog é uma troca e também um espaço em que posso falar, falar, falar..
Eu fiz muitas opções.
Nunca falei disso aqui, mas deixei de exercer minha profissão (sou arquiteta) para poder ficar mais tempo com a Julia. Mas não pude deixar de trabalhar pois temos uma empresa que precisa da minha atenção. Cuidando apenas da empresa tenho mais tempo e mais flexibilidade para ficar com a Juju.
Tem dias que fico atolada de trabalho, mas também tem dias que posso ficar em casa durante as manhãs e me esbaldar de brincar com ela ou aproveitar para ter uns momentinhos de descanso!
Sofro por ter abandonado minha arquitetura, mas foi a opção que fiz. Isso não quer dizer que nunca mais vou voltar a trabalhar com isso.. só o tempo.. Mas fico muito feliz por ter mais tempo para a Juju por ter feito essa opção.

É isso meninas..

O que vocês sentem pelas opções que fizeram??
Vocês ficam em casa full time ou trabalham fora?

Beijos!!

8 comentários:

Unknown disse...

Oi, Maya, eu já havia lido essa reportagem, a questão é generalizar, existe de tudo nesse mundo, e muitas combinações diferentes que dão boas mães, e boas babás etc.
Eu parei de trabalhar para cuidar da Alice, ando exausta, mas é compensador e fico muito tranquila com a escolha que fizemos.
Conheço muitas mães e babás, mães que ficam o tempo todo com o filho e não tem paciência nehuma para cuidar, babás super atenciosas, mães que tem babás para ajudar e são super mamães, babás que só cumprem o basiquinho e pronto...ou seja, não tem regra nenhuma a seguir.
bjs

Anônimo disse...

Oi Maya,
Eu voltei a trabalhar e deixei minha filha com uma pessoa muito especial, que cuida muito bem dela (fico às vezes até com ciúmes rsrsr) Mas fico feliz porque so me confirma que minha pequena esta sendo bem cuidada!Não me arrependo de ter voltado a trabalhar, o trabalho me completa e faço de tudo para recompensar minha filha com muito carinho esse tempo "perdido" sei que quando ela crescer ela vai entender e me apoiar. Entendo que essas pessoas maravilhosas que são as “babas, empregadas, secretarias do lar......” também precisa do trabalho para manter seus lares, seus pequenos, assim como nós, e parabenizo e agradeço a elas pela dedicação aos nossos filho e lares.
Bjo lu

Fotos Kids disse...

Maya,
Acho que cada um sabe o que é melhor para a família e principalmente para os filhos. Eu parei de trabalhar para ficar tempo integral com a Maria Victória.
Agora, depois de 2 anos, que comecei a trabalhar com fotografia infantil e ainda assim não entrei de cabeça e não pretendo entrar por um bom tempo, pois dessa forma consigo fazer os meus horários, escolher o dia que quero trabalhar e quando isso acontece a nossa pequena fica com o papai ou com as avós.
No inicio fiquei meio perdida, mas recebi total apoio do marido e dos avós e mesmo que isso tenha sido importante p/ mim, acho que ninguém além dos pais, nem mesmo parentes, tem o direito de 'meter' o bico na decisão do casal. Orientar é uma coisa, dar palpite criticando é outra.
Hoje sei que foi a melhor coisa que fiz e estou fazendo, vejo isso no nosso dia a dia. Agora o que é o melhor aqui em casa pode não ser em outra. O importante é a qualidade do tempo que vc tem com a sua família e não a quantidade, pois mais vale 5 minutos de total atenção com o seu filho dq um dia todo 'perto' dele fisicamente, porém com a cabeça e atenção bem longe!
Beijos!

disse...

Maya, eu e marido optamos por eu ficar em casa, já estou há 2 anos e agora estou prestes a ganhar bebê estou de 34 semanas e já decidi que só vou voltar ao trabalho após o 2º filho. Mas está opção foi nossa e no momento está dando super certo, quero voltar ao mercado assim que eu estiver segura em deixar meus filhos.
Ah, estou na torcida pelo seu segundinho tá.

Beijocas pra vocês.

Karine Morais Balabuch disse...

Oi Maya! Tava lendo o outro post, vai aumentar a família! Q legal!!!
Logo então saberemos!!!
Beijocas

Letícia disse...

Olá Maya! Vejo muitas babás aqui na minha cidade tb (BH),tempos atrás não era assim não. Vejo que muitas mães próximas precisam desta profissional, pois trabalham 8hrs/dia, fora deslocamento. Vejo babás ruins e abusadas pq sabem que as mães precisam delas. No meu caso, grávida de 28 semanas vou ser mamãe full time até vir o segundo ou talvez se conseguir algo com flexibilidade de horário. Acho importante a mulher trabalhar sim, mas com equilíbrio e vc está sendo assim. Sentimos mais realizadas como mãe e mulher, sei lá- acho que dá para conciliar sim se vc tem uma ótima babá. bjs

Anônimo disse...

Oi Maya, essa questão de babás realmente é complicada... Acho que o grande problema não é ter babá, mas sim a forma que muita gente se relaciona com elas. Eu acho que uma coisa é ter ajuda, como você faz, e outra é delegar tudo para a babá. Aí sim eu acho que começa a ser uma questão complicada...
Eu to grávida de 36 semanas e optei por não ter babá nesse 1o momento. As pessoas me olham como se eu fosse uma louca, mas gente... As mulheres criam filhos há milênios, não pode ser assim uma coisa tão impossível!!! Depois que eu voltar ao trabalho, vou deixar minha filha numa creche. Para a gente, acho que é o que funciona melhor, pois fico mais tranquila de não ter que depender de uma pessoa só e acho mais legal para ela estar num ambiente com mais gente, crianças, etc. do que sozinha com a babá sem ser tão estimulada. bj Tati

Anônimo disse...

Difícil escolha essa entre ser mãe e ser profissional.
Imagino que seja difícil abandonar uma profissão de que se gosta...você tem muito bom gosto nas coisas que mostra no site, e imagino que deva adorar arquitetura. Mas vejo que uma opção, como a que você fez, pode trazer enormes benefícios...pretendo ser uma mãe presente. E não quero deixar de trabalhar para sempre...vamos ver no que vai dar! :)