Oi meninas!
Obrigada pelos incentivos e palavras carinhosas no último post!! Fiquei bem felizinha e ainda mais ansiosa!! rsrsrsrsr
Aqui em Curitiba o frio já começou. Outro dia fui na lavanderia deixar uns edredons para lavar. Fiquei chocada com a moça que foi atendida antes de mim..
Postei no facebook:
"Fico impressionada com as pessoas que tratam outras como nada.. Fui deixar uns edredons na lavanderia e a mulher que foi atendida antes de mim tratou a atendente como uma serviçal.. shame on you moça.. Será que as pessoas estão se esquecendo da boa educação? Será que acham que só vale ser educado com pessoas do mesmo nível social?? Uma pena ainda existir gente que pense assim.."
Resultou em muitas curtidas (mto mais do que normalmente recebo em posts mais pessoais) e alguns comentários indignados. Pessoas contando que trabalham com público e também recebem muita gente grosseira e mal educada.
Bom, hj cedo enquanto tomava o café da manhã, li uma reportagem no site G1 que me deixou coçando a cabeça.. Segue mais ou menos a mesma linha do que me aconteceu na lavanderia, porém com pessoas que estão dentro de nossas casas para cuidar de nossos filhos.
O título é o seguinte:
link no título para ler a reportagem.
Soltei esse link no face sem emitir opinião.. vamos ver no que dá!
Soltei esse link no face sem emitir opinião.. vamos ver no que dá!
É um assunto bem polêmico, mas para mim se resume em tratar bem as pessoas..
Eu tenho babá para cuidar da Julia enquanto trabalho.
Isso não quer dizer que não amo minha filha.
Isso não quer dizer que não cuido dela.
Isso não quer dizer que deixo a educação dela nas mãos da babá.
Isso não quer dizer que não tenho conflitos internos..
E também não quer dizer que trato a babá como escrava..
Gente.. tem muita gente que esquece dos filhos sim.. e não precisa ter babá para isso.. tem muita gente que esquece dos filhos mesmo sem trabalhar fora.. mesmo quando deixa na escolinha e mesmo quando deixa com familiares..
Mas não é generalizado em nenhum dos casos.
Acho que as babás da reportagem estavam "inflamadas" pelo fato de estarem dando entrevista.. ou até mesmo por ter alguma patroa ruinzinha ou ouvirem histórias loucas de outras casas e outras pessoas.
Acho que tem sim muitos patrões que tratam mal funcionários.. não só babás e empregadas, mas secretárias, eletricistas, sócios, diretores, professores, qualquer outro trabalhador.. e nem precisa estar em seu círculo profissional, como no caso da moça da lavanderia.
A questão do salário é relativa.. tem o valor de mercado e tem o quanto a pessoa pode pagar.. e nem vou entrar nesses méritos.
E quanto às patroas e seus filhos, não acho que isso seja inerente ao dinheiro que se possui.. vemos pais maltratando ou sendo negligentes com os filhos nas notícias da tv todos os dias (deprimente, né?) independente da classe social.. se tem babá, se não tem babá..
Só posso falar mais profundamente sobre o assunto por mim..
Eu morro de amores pela minha filha, sofro muito todos os dias quando saio de casa para trabalhar, morro de ciúmes da babá (e já falei sobre isso aqui no blog). Mas preciso trabalhar e preciso da babá.
E quer saber? Fico feliz por ter ciúmes dela, pois ela trata a Juju com muito carinho e é isso que queremos quando uma pessoa ajuda a cuidar de nossos filhos. Fazemos tudo o que podemos para ajudar não só a ela e sua família. Não só porque ela é babá da Julia, mas porque está dentro da minha casa, da nossa intimidade, porque é uma boa pessoa, boa profissional, gosta de todos nós e convive conosco.
Não tenho família na mesma cidade para dar uma mãozinha, e mesmo que tivesse, minha mãe também trabalha e não poderia ser aquela avó tradicional dos velhos tempos!!
Faço o tempo valer quando estou com minha filha, com amor, com estímulos, com brincadeiras.
Fico cansada sim, mas quem não fica??
Acho que mães que optam por ficar em casa também tem seus conflitos.
Ninguém é mais mãe ou menos mãe pelas opções que fazem.
O que faz uma pessoa mais mãe ou menos mãe é aquilo que fazem ou não fazem pelos filhos.
As pessoas são diferentes e são mães e pais melhores quando são felizes.
Eu sinto que sou julgada sim por ter babá.
Não acho que tenho que dar satisfações a ninguém, mas o blog é uma troca e também um espaço em que posso falar, falar, falar..
Eu fiz muitas opções.
Nunca falei disso aqui, mas deixei de exercer minha profissão (sou arquiteta) para poder ficar mais tempo com a Julia. Mas não pude deixar de trabalhar pois temos uma empresa que precisa da minha atenção. Cuidando apenas da empresa tenho mais tempo e mais flexibilidade para ficar com a Juju.
Tem dias que fico atolada de trabalho, mas também tem dias que posso ficar em casa durante as manhãs e me esbaldar de brincar com ela ou aproveitar para ter uns momentinhos de descanso!
Sofro por ter abandonado minha arquitetura, mas foi a opção que fiz. Isso não quer dizer que nunca mais vou voltar a trabalhar com isso.. só o tempo.. Mas fico muito feliz por ter mais tempo para a Juju por ter feito essa opção.
É isso meninas..
O que vocês sentem pelas opções que fizeram??
Vocês ficam em casa full time ou trabalham fora?
Beijos!!