A mulher que me atendeu me deu uma senha normal.
Aí eu pedi: Ah, você pode me dar uma senha preferencial?
Ela olhou pra minha barriga com uma cara de descaso e perguntou: Por quê?
Eu respondi: Porque estou grávida.
Ela: Você tem um documento para me comprovar?
Como eu não tinha nada na bolsa, afinal não preciso ficar andando por aí com meus exames, apenas disse: Isso é um absurdo.
Peguei a senha que ela me deu e saí.
Fiquei muito nervosa com aquela situação. E decidi não deixar por isso mesmo.
Voltei até lá e disse a ela: Eu acho que eu tenho direito a uma senha preferencial.
Ela, com cara de descaso: AHh, então vá lá falar com não sei quem pra você ver oq ela vai te dizer.
Eu: Não, não vou falar com ninguém, não sou obrigada a te provar que estou grávida e você não pode me negar um direito que tenho.
Então ela me jogou a senha e disse: Ahh tó, tó, tó!
Peguei a senha, falei obrigada e fui até o atendimento preferencial.
Até onde pesquisei e tb perguntei para o meu irmão, que é advogado, não há nada na lei que diga que eu tenha que comprovar o meu estado. Portando, queridas grávidas, idosos, deficientes, mães de crianças de colo, exijam seus direitos!
Achei um absurdo a situação em que esta senhora me colocou.
É claro que isto acontece porque muita gente age de má fé, finge estar grávida na fila do banco, por exemplo. Mas eu nunca, jamais fiz nada parecido e não admito pagar pela ignorância de outras pessoas.
Vejam aqui o texto completo da LEI No 10.048, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2000, que trata da prioridade de atendimento.
Não há nada dizendo sobre a obrigatoriedade de comprovação.
Deixo aqui meu protesto pelo constrangimento e nervoso que passei esta manhã.
